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O futebol brasileiro não pode ser formado só no eixo das grandes capitais

O futebol brasileiro não pode ser formado só no eixo das grandes capitais

O futebol Brasileiro não pode ser formado só no eixo das grandes capitais, não há como reformular e contar com novos potenciais humanos na condição atual da nossa sociedade, nas grandes metrópoles é praticamente impossível contar com a liberdade de movimentos, brincadeiras, corridas, pula-cela, pique bandeira, jogos de roda, três dentro ou três fora, o time da “ rua de cima” contra a “molecada do barranco”;  O problema que cerca e gira a nossa sociedade é sim a falta de aproveitamento do potencial coordenativo e lúdico que a infância nos proporciona, sendo base para recrutamento de todas essas experiências de desenvolvimento da coordenação motora e vivencia para a iniciação esportiva.

Os meninos e meninas das cidades grandes estão cada vez mais sem tempo em suas necessidades diárias, sim temos o Colégio, aula de Inglês, aula de reforço, transporte urbano lento e de baixa qualidade, ensino básico e fundamental sem nenhuma preparação voltada ao esporte, isto sem contar dos aspectos da vida moderna que facilita a falta de vivencia esportiva, são os celulares, Ipads,  computadores, sms, whatsapp e a TV a cabo, somada a total  falta de relação que hoje o jovem esta promovendo na sociedade.

Sim, esta nova realidade urbana esta destruindo os aspectos cognitivos e motores das habilidades físicas e técnicas do jovem. Não encontramos mais com tanta facilidade garotos e garotas com técnicas específicas para o esporte (atletismo, futebol e outros), não há mais lugares e campos livres para se jogar bola ou correr e correr a vontade, desenvolver todo o potencial técnico, físico, psicológico e expertises dos jogos e modalidades de brincadeiras em suas Dimensões.

Hoje os esportes de “ hora e local marcado” como  a academia, a escolinha de futebol e escola de natação  tomaram o lugar da diversão livre e sem hora marcada onde se pode brincar pela manha ou tarde horas e horas, voltar para casa jantar e sair a brincar novamente.

Restou os esportes que demandam menores espaços, numero de componentes (atletas) e custo menor como o Voleibol que continua a desenvolver atletas com uma excelente formação e o basquetebol este em menor numero de formação por atletas.

Aproveitemos as cidades que não são Capitais, mas que tem por excelência uma existência maior com a vida livre, onde há facilidade de campos de futebol, terrenos e parques, onde se pode brincar livremente até as nove horas da noite, onde os meninos e as meninas se divertem com um esporte chamado brincar.

 

Hoje nosso futebol tem demanda crescente por novos atletas com potencial diferenciado, não encontramos mais crianças com características acima citadas para as categorias de base dos clubes de futebol. Estamos invertendo o nosso maior orgulho de formar e exportar atletas técnicos e habilidosos para todo o mundo e passamos a ser importadores de jogadores de toda a América do Sul e até África, países que antes contratavam 10 a 15 atletas brasileiros por temporada como o Peru, Equador, Venezuela, Colômbia, Paraguai e México, hoje o Equador, Peru e também a Bolívia tem atletas no nosso Campeonato, sem contar os Argentinos e Uruguaios que sempre tiveram grandes jogadores aqui no Brasil. (observe o numero alto de jogadores estrangeiros na temporadas 2015 e 2016).

Temos por necessidade resgatar no interior do Brasil estas promessas de talento que estão escondidas nas regiões Norte, interior do Nordeste e Centro-Oeste, buscar Novos Atletas de Potencial sem vícios esportivos; Onde voltemos a descobrir garotos chamados Pelé, Garrincha, Zico, Joaquim, Marta, Paula, Hortência, Ronaldo, Robinson, João, Didi, Fabiana e outros onde encontraremos certamente a alegria das brincadeiras preferidas e todos os tipos que gostamos de praticar. Com isto vamos também encontrar muitos novos talentos gerados pela vivencia Sócio Esportiva prontos para serem lapidados nos clubes esportivos do pais, para o futuro do Futebol, atletismo, voleibol, judô, handball e outros tão importantes.

Prof. Nogueira Jr.

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